Una itinerancia de reconocimiento en la triple frontera Perú-Bolivia-Brasil (II).
Por Fernando López sj.
Fernando López sj nos envía este material que iremos publicando paulatinamente. Se trata de un informe sobre el trabajo del equipo itinerante en la frontera entre Brasil, Bolivia y Perú. Lo publicamos en los idiomas originales: castellano y portugués. Hoy corresponde el análisis del equipo boliviano.
1. Equipe Pando e Beni (Bolívia):
1.1. Desafios e problemas da região
- Os Trinitários são gente de tradições jesuíticas. Sua identidade está marcada pelo catolicismo. Mantêm-se as figuras dos rezadores e dos doutrineiros do tempo das reduções. Porém também há novos catequistas formados na nova evangelização. Dom Manuel Lanzaba o apelo: “Un desafío concreto es crear puentes que integren lo nuevo con lo antiguo. Enrique (antiguo párroco de S. Ignacio) formó un grupo de teólogos indígenas, sin embargo los jóvenes entran más con la pastoral juvenil y dejan sus tradiciones”.
- Trata-se de dois estilos de evangelização que se mantêm vigentes no contexto atual. Uma das questões pensadas a nível eclesial e a integração de dois pólos: o mundo das tradições e novos jeitos, as vezes relacionados com o pentecostalismo.
- Dom Manuel: “Deveríamos partir de una pastoral arrancando desde las culturas”. Afirma-se que quanto mais longe estão às comunidades, estas melhor conservam sua religiosidade. Em quanto, nas capitais como Trinidad e San Ignácio, esta dimensão está viva apenas pelos velhinhos.
- No vicariato de Beni, no mundo de influência reducional, existe a figura dos cabildos. Uma instituição indígena que trabalha com as questões culturais e sua recuperação. Mas recentemente (durante os anos 90) se criaram a figura das “subcentrales campecinas” que estão vinculadas com a questão social. O problema em concreto é a forte separação e pouca coordenação entre os Cabildos indigenales e as “subcentrales: “Un tema serio es que las subcentrales son las que definen el tema de la comercialización de madera o administración de recursos... y de estas cosas el cabildo no se entera y es serio y hay que resolverlo”.
- A educação indígena, apesar de que a Bolívia têm uma reforma educativa progressista, deixa desejar. Há muito poucos professores que falem as línguas, em geral os meninos são educados alem das raízes culturais pelos professores que são de outros lugares.
- No vicariato de Reyes tem una diversidade de povos indígenas com forte contato inter-cultural com as comunidades de colonizadores do altiplano. Essa relação em muitas ocasiões é bastante confitiva. Uma irmã em Tumupasa colocava o seguinte: “Acá, quien es de acá, trabaja para vivir. En cambio los que vienen de arriba (fazendo referencia ao pessoal do altiplano, chamados de “collas”) viven para trabajar, prácticamente no se ocupan en la vida religiosa, muchos son hermanos (protestantes) que dividen el pueblo”.
- Na Bolívia também se começo a demarcação das terras indígenas, porem essas, como no Brasil, estão submetidas aos interesses dos grandes empresários. Antonio, dirigente dos Tacana contava para gente como sua TCO (Terras Comunais de Origem) só pegou terras fiscais sem valor: “Primero la repartieron a las madereras y las industrias, luego se pelearon con los municipios de san Buenaventura y Reyes y lo que quedó es lo que nos dieron. Los municipios no conocen bien la distribución de la tierra de la TCO, que son 320 mil hectáreas, y por ello, en vez de pelear con nuestras comunidades deberían volcarse a los territorios de las madereras. La TCO seria la tierra que sobro, es decir, lo que no les sirve a las madereras y porca tierra para trabajar pues hay mucha tierra inundadiza”.
- Também se informou sobre a morte de indígenas na província Iturralde de La Paz: “A principios del año asesinaron a dos tacana productores de castaña, en julio de este ano a otros dos, todos por problemas con los empresarios quienes pagan a asesinos. También hay casos de asesinatos a mujeres e indígenas”.
- Os safreros de Riberalta levantam a necessidade de ter acesso à terra. “Un problema nuestro es como acceder a la tierra, ¿donde quedamos nosotros? Somos de la clase trabajadora.Nuestro trabajo desde hace 20 años sigue siendo lo mismo: en el monopolio y la forma de trabajo”
- O mercado da Castanha movimenta toda a região norte do país. O departamento de Pando gera só pela exportação desse produto 40 milhões de dólares. Porém, as desigualdades sociais nascidas por este recurso são muitas: monopólio de terras pelos chamados “barraqueiros”, exploração da mão de obra, muita gente sem terra, desintegração das comunidades pela febre da safra (todo mundo coleta a castanha e deixa suas comunidades, perder seus cultivos), etc.
- Os safreros trabalham para obter umas concessões mixtas sobre as concessões madeireiras. “Planteamos tener un doble rubro en un mismo terreno: madera y castaña”.
- A realidade pastoral do vicariato de Pando colocada por Dom Luis: “De Guayaramerin hacia el río Itenez y río Mamoré, pastoralmente está bien atendido. Pero hacia la parte de arriba del río hasta el río Negro, no hay caminos y por lo tanto no se puede llegar. Sobre el río Abuná hay poca gente y la mayoría brasileros. Se atiende Bolpebra, pero más en el asunto de tierras, la frontera con Perú no es muy bien atendida”.
- Há o desejo de integração e preservação da Amazônia e são as pequenas organização e comunidades que apontam para este horizonte. Paradoxalmente, a nível de governos os planos estão encaminhados à integração da Amazônia y dos paises no plano comercial. Faz pouco tempo inaugurarão uma ponte entre a Bolívia e o Brasil e está pronto outro projeto que daria ao Brasil saída ao pacifico atravessando a Amazônia com uma estrada que passa pelos três países.
- Em geral, a participação da mulher é forte. Quase em todas as reuniões elas estavam presentes e tentando criar os espaços necessários para uma participação eqüitativa
- Um grupo formado praticamente só pelas mulheres, é a associação de quebradoras. Elas atualmente estão lutando para conseguir sua participação na lei geral do trabalho. Uma característica do trabalho de quebradora/or é sua dependência com o tempo de safra, quer dizer, não é um trabalho de ano inteiro. Na pratica são trabalhadoras/es temporais, sem direito aos benefiços sociais.
- Um ponto positivo é a cooperativa formada por 130 sócios ativos. La CIAC é uma indústria castanheira levada pelos próprios camponeses. Exporta aproximadamente 18 contêineres, porém é muito pouco frente aos 40 de outra empresa privada. A iniciativa é boa, porém atravessa alguns conflitos econômicos, as vezes por mas administrações.
- A Igreja e algumas organizações da região são verdadeiras aliadas dos povos camponeses e dos povos indígenas. A confiança ganhada já tem vários anos: “Acá seguimos siendo sometidos, en especial en la región de Pando, a pesar de la democracia vivimos sometidos por un partido político” (Acción Democrática Nacionalista). Tenemos un buen apoyo tanto de CIPCA, como de la iglesia en tema de territorio.
- O interesse atual dos camponeses é a titulação da suas terras. Porem tem muita queixa do centralismo do governo e das mas administrações municipais.
- Padre Jaime, pároco de Pando apresenta algumas características da igreja local: “Tenemos una experiencia de iglesia más sacerdote-céntrica y por allá más laical de comunidades de base, que en esta zona no ha podido agarrar mucho. Creo que nuestras relaciones, las circunstancias no han exigido mas...”
- Jaime também colocou o tema da presença brasileira como conflitiva, porém não foi só ele. Na região,em geral a opinião é semelhante: “La experiencia va tornándose conflictiva por la presencia brasilera que genera una serie de problemas que sobrepasan el tema religioso... el tema de tierras o el tema cultural. Llegan de allá y no hablan español a pesar que viven años de años, mientras nosotros fácilmente olvidamos”. Nuevamente se tocó el tema de la baja autoestima de la gente boliviana. Hay como una identificación inmediata con la cultura dominante que no se sabe como trabajar.
- Outro ponto colocado por quase todas as organizações e representantes é a questão do patronato. A problemática do interior está envolvida dessa seqüela. Acostumaram-se tanto a depender do patrão que sentem uma espécie de vazio e desamparo psicológico.
- A questão da terra também se complica com os fazendeiros , o paradigma de alguns empresários seguindo o modelo brasileiro.
- Os povos indígenas de Pando estão reunidos numa organização, a CIPOAP. É gente de 5 etnias da região. Bolívia tem 35 povos indígenas em seu território, desses 35, praticamente o 90% está na região amazônica.
1.2. Desafios e sugestões para a Equipe Itinerante
- Trabalhar na região do parque Isoboro Sécure onde moram os Chimane e os Yuracaré, junto com os Trinitarios. Região onde a paróquia não chegar. Pensa-se elaborar um jeito diferenciado para o mundo Chiman.
- No Vicariato existe uma equipe que visita as comunidades, porém uma das preocupações é o tema da continuidade. Sem dúvida, seria um estímulo para o vicariato e, para os bispos nos processos que se geraria e se realizariam nestes lugares.
- No mundo indígena, saiu novamente de parte do Dom Carlos, a necessidade de um trabalho diferenciado.
- Desde nosso ponto de vista acreditamos que a visão da igreja sobre o mundo indígena da região amazônica ainda está misturara com esse sentimento paternalista.
- Em relação a presenta da Equipe Itinerante na região, Eufronio dizia: “Un equipo itinerante detectaría tendencias así se ayudaría a ver como responder a partir de propuestas de otros lugares, pues los procesos se repiten y es necesario una visión macro, marcar y detectar. Es necesario ver acuerdos y propuestas que se quieren hacer en Madre de Dios, Pando y Acre; poder hacer un destino en común de la amazonía, tratar de entendernos y poner al servicio de todos sin limites territoriales, que afectan y cercenan un tema común; la triple frontera”.
- O pessoal do sindicato sugere que a base da equipe seja em Riberalta já que fica no centro da Amazônia Boliviana e se liga facilmente com Acre e Rondônia.
- Dom Luis, bispo do Vicariato de Pando colocou: “Ayudar a las comunidades a formarse, sin escuelas, sin postas de salud, que tengan una estructura de líderes. También hay trabajar con los muchos emigrantes que provocan inestabilidad”.
- Campesinos “No vean sólo Bolpebra, sino también Riberalta como centro, pues los demás lugares dependen de ella para seguir adelante. Una alegría ver que ya hay un equipo y como institución quisiéramos formar parte de este grupo. Hace unos días se tuvo un encuentro binacional de pueblos fronterizos (Bolivia-Brasil). Trataron del libre tránsito entre países.
- “Es necesario reasumir nuestra identidad y nuestro origen para así evitar choques”. “Ojalá puedan hablar de estos temas con los empresarios y con otras instituciones, porque ellos también tienen que conocer lo que pasa”. “En cuanto a nosotras lo que más se necesita es las asesorías en el tema laboral y las leyes”. Quebradoras.
- ¿Qué relación entre un compromiso de vivencia eclesial? ¿Y qué relación hay en un proyecto que es de todos y es de nadie, entonces quien responde por esto? Por otra parte dicen nuestra misión es estar y vivir con la gente y cómo en esta dimensión social (sobre los patrones y el hoy de las comunidades.
- “Lo que ustedes proponen es una misión más social, que siento que es más vivencial de cercanía con la gente, pero siento que falta este nivel más eclesial, doctrinal: el desafío de hacer conocer a Cristo”. “Yo desde mi experiencia y mi condición, siento que necesito este tipo de gente que se comprometa con la formación en estos niveles”.
- “Las congregaciones religiosas deberían enviar no solo misioneros religiosos/as, sino también, a laicos/as.
- “Siento que tenemos que caminar y andar en la perspectiva de demorarse, conocer a la gente, conversar, hacer amistad y de ahí proponer una celebración. Y en ese sentido comulgo y entiendo esta propuesta del equipo... lo único que me queda pendiente es ese tema el anuncio, que al final viene de una convicción personal y de que están cargados de casi 12 anos de formación.”
- “Nuestras instituciones están demasiado organizadas y ya no son una respuesta. Hay que buscar nuevas formas, ya tenemos laicos vinculados a la institución que viven juntos”.
- “Me cuesta entender como en un equipo de espiritualidades tan diversas se encuentre una unidad. Yo como vicentina tengo mi espiritualidad y creo que sufriría con gente que no comparte lo que yo vivo”.
- “Tienen que ir naciendo formas nuevas que den respuestas a la realidad por que nuestras congregaciones no son respuestas desde nuestra formación... porque nuestras congregaciones han nacido en otros contextos y hoy ya están agotadas”.